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Líderes globais da saúde veem o caminho aberto para a erradicação da pólio

Atualizado: 3 de dez. de 2022


A presidente do Rotary Jennifer Jones, à direita, e Jeffery Kluger, editor geral da revista TIME, falam dos trabalhos de erradicação durante o evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além em 21 de outubro na cidade de Genebra, Suíça.
A presidente do Rotary Jennifer Jones, à direita, e Jeffery Kluger, editor geral da revista TIME, falam dos trabalhos de erradicação durante o evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além em 21 de outubro na cidade de Genebra, Suíça.

Líderes globais da saúde veem o caminho aberto para a erradicação da pólio

Por Ryan Hyland e Arnold Grahl Fotografia Monika Lozinska


Durante o evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além, realizado nos dias 21 e 22 de outubro, líderes globais expressaram sua confiança de que a pólio será erradicada mundialmente, destacando o papel fundamental dos trabalhadores da linha de frente, que se esforçam para que isso aconteça.


Patrocinado pelo Rotary International e pela OMS, o acontecimento serviu para passar as últimas informações aos participantes presenciais e telespectadores sobre a situação da erradicação da pólio. Foram também discutidas possíveis soluções comunitárias que vão além das imunizações para melhorar a saúde de mães e de crianças.


O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, disse na sessão de abertura que a erradicação da pólio está ao nosso alcance. Ele ressaltou o fato de que a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI) reduziu em 99,9% o número mundial de casos; dos 350.000 em 1988 para seis no ano passado. Por outro lado, teve que admitir que a iniciativa perdeu terreno este ano, haja vista a ocorrência de 20 casos no Paquistão e dois no Afeganistão, os últimos países onde a transmissão do vírus selvagem da pólio nunca foi interrompida. Há mais motivos para preocupação: o registro de um caso de pólio nos EUA e a detecção do poliovírus no esgoto no Reino Unido “provam que a paralisia infantil continuará sendo uma ameaça global até que seja completamente erradicada”, disse ele.


“Foram também diagnosticados alguns casos de pólio no Malauí e em Moçambique, neste e no ano passado. Ainda temos muitos desafios a superar, incluindo desinformação, dificuldade de se chegar a populações remotas e fadiga comunitária. Os programas de imunização contra a paralisia infantil enfrentaram uma ruptura histórica, em grande parte devido à pandemia de covid-19, que acabou aumentando os desafios. “Sem uma ação coordenada, nós poderemos perder todo o avanço que tivemos”, completou o Dr. Tedros.


A estratégia de erradicação da pólio da GPEI para 2022-26 foi projetada para enfrentar problemas assim, utilizando tanto soluções comprovadas quanto novas ferramentas. Durante a Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, no início de outubro, os doadores presentes, incluindo o Rotary, comprometeram-se a doar US$ 2,6 bilhões à estratégia. Estes fundos apoiarão as imunizações contra a pólio em países onde a doença é endêmica e naqueles que registraram surtos recentemente. Também financiará a adoção da nova vacina oral contra a poliomielite tipo 2 (nOPV2), que é uma versão geneticamente modificada de uma vacina atual e menos propensa a causar surtos de paralisia infantil derivada da vacina em circulação, uma variante do vírus da pólio.


Os fundos também apoiarão o compromisso da GPEI com o empoderamento de mulheres em todos os setores da assistência médica. “A igualdade de gênero é essencial para conseguirmos erradicar a doença. Na maioria das comunidades afetadas, só mulheres têm acesso a outras casas e crianças que não as delas”, observou o Dr. Tedros.


Ele garantiu que a erradicação da poliomielite continuará sendo assunto de primeira prioridade para a OMS. “Com o apoio do Rotary, eu posso ver um futuro onde as crianças só saberão que a pólio existiu por que viram em alguma publicação especializada”, disse o Dr. Tedros.


Outros especialistas em saúde global que falaram no evento foram os diretores de erradicação da pólio da OMS e do Unicef, respectivamente Aidan O'Leary e Steven Lauwerier; e o Embaixador Hans-Peter Jungel, representante permanente adjunto para a Alemanha.


“Não apenas a erradicação da paralisia infantil é possível; ela está ao nosso alcance”, disse O’Leary animado. “Vacinar todas as crianças contra a pólio continuará sendo prioridade, pois se a vacina ficar dentro do frasco a sua existência será em vão.”


Durante uma sessão de perguntas e respostas com a presidente do RI, Jennifer Jones, e Jeffrey Kluger, editor geral da revista TIME, Jennifer falou: “Estamos fazendo um progresso incrível e temos todos os motivos para nos orgulharmos disso.”


O segundo dia do evento focou em cuidados preventivos e saúde de mães e filhos. Temas como assistência e oportunidades regionais de colaboração foram discutidos nos workshops.


Participantes fazendo o sinal “falta só isto” durante o evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além no dia 21 de outubro em Genebra, na Suíça.
Participantes fazendo o sinal “falta só isto” durante o evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além no dia 21 de outubro em Genebra, na Suíça.

Ênfase na importância das vacinações

O Rotary disponibilizou o vídeo do evento Dia Mundial de Combate à Pólio de 2022 e Além, que tem a participação de outros especialistas em saúde. Eles deram destaque à importância das imunizações como sendo a única proteção segura contra a paralisia infantil e outras doenças preveníveis.


O Dr. Hamid Jafari, diretor de erradicação da pólio na OMS, disse que o diagnóstico de casos de pólio no Malauí e em Moçambique, e a detecção de variante do poliovírus em Nova York, Londres e Israel são prova da ameaça constante da pólio.


“Enquanto o vírus existir em algum lugar, ele continuará sendo uma ameaça às crianças e pessoas não imunizadas em todos os lugares”, afirmou ele.


O Dr. John Vertefeuille, chefe de erradicação da pólio no Centro Norte-Americano de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), observou a importância da vigilância contínua depois que os casos de pólio cessarem.


“No caminho da erradicação, a vigilância continuará tendo papel crucial no processo de certificação ao garantir que a transmissão do vírus da pólio seja interrompida, e que o título mais do que merecido de 'mundo livre da pólio' seja mantido após a certificação”, disse ele.


Os especialistas que integram o programa nacional de imunização no Paquistão falaram da estratégia de gênero da GPEI e da importância de designar mulheres para o trabalho de frente, o que permite que todas as crianças sejam alcançadas.


“Notamos que as mulheres pareciam pouco à vontade em serem vacinadas por homens”, lembra a Dra. Soofia Yunus, diretora geral da Federal Directorate of Immunization do Paquistão. “Em toda estratégia que implementamos e atividade que conduzimos, nós sempre incluímos as mulheres.”


Como dito por O’Leary: “O caminho é claro e temos as ferramentas e estratégias certas, sem contar nosso foco extremado.”


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