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  • Foto do escritorEduardo Mayr

A GALINHA VERMELHA


Esta fábula foi publicada há alguns anos, mas os seus ensinamentos são atuais, aplicáveis aos atuais. Merece nossa meditação, nos tempos que estamos vivendo. Eis o seu resumo:


Uma galinha vermelha achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos: - Se plantarmos este trigo teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?.

- Eu não! Disse a vaca

- Nem eu! Emendou o pato

- Eu também não! Falou o porco.

- Então eu mesma planto! Disse a galinha vermelha.

E assim fez. O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.

- Quem vai me ajudar a colher o trigo? Quis saber a galinha.

- Não faz parte de minhas funções! Disse o porco.

- Eu não me arriscaria a perder o seguro-desemprego! Exclamou o pato.

- Então eu mesma colho! Falou a galinha. E colheu o trigo ela mesma.

Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.

- Quem vai me ajudar a preparar o pão? Indagou a galinha vermelha.

- Só se me pagarem hora extra! Falou a vaca.

- Eu não posso por em risco meu auxílio-doença! Emendou o pato.

- Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão! Disse o porco.

Ela então assou cinco pães, e pôs todos numa cesta. De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço.

Mas a galinha simplesmente disse:

- Não, eu vou comer os cinco pães sozinha.

- Lucros excessivos! Gritou a vaca.

- Sanguessuga capitalista! Exclamou o pato.

- Eu exijo direitos iguais! Bradou o ganso.

O porco, esse só grunhiu.

Eles pintaram faixas e cartazes dizendo INJUSTIÇA e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades.

Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:

- Você não pode ser assim egoísta!

- Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor! Defendeu-se a galinha. Ninguém quis me ajudar!

- Exatamente! Disse o funcionário do governo. Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser. Mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada!

E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, que sorriu e cacarejou: - Eu estou grata! Eu estou grata!

Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão, por que após um ano todos morreram de fome, e por que a fazenda faliu...


Qual a moral desta história? Na verdade, companheiros rotarianos, ela não tem moral. Mas deve servir para meditação para todos nós, que vivemos neste Brasil abençoado. Quando não se valoriza quem trabalha, corre-se o risco de entrar em falência moral, intelectual, social, econômica e cultural. É por isto que movimentos como o nosso são tão importantes!


Companheirismo e serviço, eis as molas propulsoras da cidadania.



Texto - Eduardo Mayr

Associado Honorário do Rotary Club de Copacabana

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